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+ Sábado, Dezembro 13, 2008 +

+ Segunda-feira, Novembro 03, 2008 +
E lá vai deus sem sequer saber de nós
saibamos pois
estamos sós!
(Marcelo Camelo)

+ Segunda-feira, Outubro 13, 2008 +
ETERNAL FLAMES
Close your eyes, give me your hand, darling
Do you feel my heart beating?
Do you understand?
Do you feel the same?
Am I only dreaming?
Is this burning an eternal flame?
I believe it's meant to be, darling
I watch you when you are sleeping
You belong with me
Do you feel the same?
Am I only dreaming?
Or is this burning an eternal flame?
Say my name the sun shines through the rain
A whole life so lonely
And then you come and ease the pain
I don't want to lose this feeling
Oh, oh
Close your eyes, give me your hand, darling
Do you feel my heart beating?
Do you understand?
Do you feel the same?
Am I only dreaming?
Or is this burning an eternal flame?

+ Terça-feira, Outubro 07, 2008 +

+ Quarta-feira, Setembro 24, 2008 +
Devemos compreender sem ilusão o que realmente somos e não o que pensamos ser e com coragem realizar nossa transformação.
Ser agora no presente.
O futuro é uma conseqüência vivida do presente e não fruto de aspirações de uma mente ociosa que deixa sempre esta transformação para depois.
É NOSSA OBRIGAÇÃO PASSAR DE NECESSITADO A ÚTIL!!!
(Fragmento retirado do livro "Violetas na Janela")

+ Terça-feira, Setembro 16, 2008 +
Não dá pé
Não tem pé, nem cabeça
Não tem ninguém que mereça
Não tem coração que esqueça
Não tem jeito mesmo
Não tem dó no peito
Não tem nem talvez ter feito
O que você me fez desapareça
Cresça e desapareça...
Não tem dó no peito
Não tem jeito
Não tem ninguém que mereça
Não tem coração que esqueça
Não tem pé, não tem cabeça
Não dá pé, não é direito
Não foi nada
Eu não fiz nada disso
E você fez
Um Bicho de Sete Cabeças...

+ Quarta-feira, Agosto 13, 2008 +
O VELHO E O MOÇO
Deixo tudo assim.
Não me importo em ver a idade em mim,
Ouço o que convém.
Eu gosto é do gasto.
Sei do incômodo e ela tem razão
Quando vem dizer que eu preciso sim
De todo o cuidado.
E se eu fosse o primeiro
A voltar pra mudar o que eu fiz.
Quem então agora eu seria?
Ahh tanto faz! E o que não foi não é,
Eu sei que ainda vou voltar... Mas, eu quem será?
Deixo tudo assim, não me acanho em ver
vaidade em mim.
Eu digo o que condiz.
Eu gosto é do estrago.
Sei do escândalo e eles têm razão.
Quando vem dizer que eu não sei medir,
nem tempo e nem medo.
E se eu for o primeiro
a prever e poder desistir do que for dar errado?
Ahhh, ora, se não sou eu quem mais vai decidir
o que é bom pra mim?
Dispenso a previsão.
Ahhh, se o que eu sou é também
o que eu escolhi ser aceito a condição.
Vou levando assim.
Que o acaso é amigo do meu coração
Quando falo comigo, quando eu sei ouvir...
(Los Hermanos)

+ Quarta-feira, Julho 02, 2008 +

+ Segunda-feira, Junho 02, 2008 +

+ Quinta-feira, Maio 29, 2008 +
Ah, meu coração que não entende
O compasso do meu pensamento...

+ Sexta-feira, Maio 23, 2008 +

+ Segunda-feira, Abril 28, 2008 +

+ Terça-feira, Abril 22, 2008 +

+ Quarta-feira, Abril 16, 2008 +

+ Segunda-feira, Abril 14, 2008 +
Déjà Vu...
Nenhuma verdade me machuca
Nenhum motivo me corrói
Até se eu ficar
Só na vontade
Já não dói
Nenhuma doutrina me convence
Nenhuma resposta me satisfaz
Nem mesmo o tédio
Me surpreende mais
Mas eu sinto
Que eu tô viva
A cada banho de chuva
Que chega molhando meu corpo nú
Nenhum sofrimento me comove
Nenhum programa me distrai
Eu ouvi promessas
E isso não me atrai
E não há razão que me governe
Nenhuma lei prá me guiar
Eu tô exatamente
Aonde eu queria estar
Mas eu sinto
Que eu tô viva
A cada banho de chuva
Que chega molhando meu corpo nú
A minha alma
Nem me lembro mais
Em que esquina se perdeu
Ou em que mundo se enfiou
Mas, já faz algum tempo
Já faz algum tempo
Já faz algum tempo
Já faz algum tempo
Faz algum tempo...
A minha alma
Nem me lembro mais
Em que esquina se perdeu
Ou em que mundo se enfiou
Mas eu não tenho pressa
ja não tenho pressa
Eu não tenho pressa
Não tenho pressa
(Pitty/Peu Sousa)

+ Sábado, Abril 05, 2008 +
Não me dêem fórmulas certas, porque eu NÃO ESPERO ACERTAR SEMPRE.
Não me mostrem o que esperam de mim, porque VOU SEGUIR MEU CORAÇÃO.
NÃO ME FAÇAM SER QUEM NÃO SOU.
Não me convidem a ser IGUAL, por que sinceramente SOU DIFERENTE.
NÃO SEI AMAR PELA METADE;
NÃO SEI VIVER DE MENTIRA;
NÃO SEI VOAR DE PÉS NO CHÃO.
Sou sempre EU mesma, mas com
certeza não serei a mesma pra SEMPRE!

+ Quinta-feira, Abril 03, 2008 +
O ESSENCIAL É INVISÍVEL AOS OLHOS...
Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para fazê-lo feliz quando a contempla.
Ele pensa: - "Minha flor está lá, em algum lugar."
Cada pessoa é como uma flor! Flores existem muitas no mundo; mas nehuma é igual as outras. Assim cada pessoa que temos na nossa vida se torna única. É uma flor especial que cativamos e que brilha no nosso jardim. Nós a aceitamos como ela é! Assim devemos nos relacionar com o ser humano, sem querer rotular ninguém e valorizando suas virtudes.
Se Vc não concorda, então eu direi: Vai e reveja a rosa que tu cativou. Assim compreenderás que ela é única.
Vc voltará e eu te presentearei com um segredo muito simples: Só se vê bem com o coração.
É o tempo que cada um perde com sua rosa que a faz tão importante. As pessoas esqueceram essa verdade mas tu não a deves esquecer.
TU TE TORNAS ETERNAMENTE RESPONSÁVEL POR AQUILO QUE CATIVAS.

+ Sexta-feira, Março 28, 2008 +


+ Terça-feira, Março 25, 2008 +

+ Domingo, Março 23, 2008 +
...COISAS QUE EU SEI...
Eu quero ficar perto
De tudo que acho certo
Até o dia em que eu
Mudar de opinião
A minha experiência
Meu pacto com a ciência
Meu conhecimento
É minha distração...
Coisas que eu sei
Eu adivinho
Sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio relógio
Mostra o tempo errado
Aperte o Play...
Eu gosto do meu quarto
Do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer
Na minha confusão
É o meu ponto de vista
Não aceito turistas
Meu mundo tá fechado
Pra visitação...
Coisas que eu sei
O medo mora perto
Das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim
Não vou trocar de roupa
É minha lei...
Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais
Depois que eu já paguei
Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro
Do que eu desenhei...
Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas
No meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos
Que eu não sei usar
Eu já comprei...
As vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo
Mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre
Quando tô a fim...
Coisas que eu sei
As noites ficam claras
No raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes
Eu somente não sabia...
Coisas que eu sei
As noites ficam claras
No raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes
Eu somente não sabia...
Agora eu sei...

+ Quinta-feira, Março 20, 2008 +

+ Quarta-feira, Março 19, 2008 +

Bandeira...
Eu não quero ver você cuspindo ódio
Eu não quero ver você fumando ópio,
pra sarar a dor
Eu não quero ver você chorar veneno
Não quero beber o teu café pequeno
Eu não quero isso seja lá o que isso for
Eu não quero aquele
Eu não quero aquilo
Peixe na boca do crocodilo
Braço da Vênus de Milo acenando tchau
Não quero medir a altura do tombo
Nem passar agosto esperando setembro,
se bem me lembro
O melhor futuro este hoje escuro
O maior desejo da boca é o beijo
Eu não quero ter o tejo escorrendo das mãos
Quero a Guanabara, quero o Rio Nilo
Quero tudo ter, estrela, flor, estilo
Tua língua em meu mamilo água e sal
Nada tenho vez em quando tudo
Tudo quero mais ou menos quanto
Vida vida, noves fora, zero
Quero VIVER, quero OUVIR, quero VER!
(Zeca Baleiro)

+ Terça-feira, Março 18, 2008 +
CAÇADOR DE MIM...
Por tanto amor
Por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz
Manso ou feroz
Eu! Caçador de Mim...
Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar
Longe do meu lugar
Eu! Caçador de Mim...
Nada a temer
Senão o correr da luta
Nada a fazer
Senão esquecer o medo
Abrir o peito à força
Numa procura
Fugir às armadilhas
Da mata escura...
Longe se vai
Sonhando demais
Mas onde se chega assim?
Vou descobrir
O que me faz sentir
Eu! Caçador de Mim...
(...)

+ Sábado, Março 08, 2008 +

+ Segunda-feira, Fevereiro 18, 2008 +

+ Sexta-feira, Fevereiro 15, 2008 +
QUASE NADA...
De você sei quase nada
Pra onde vai ou porque veio
Nem mesmo sei
Qual é a parte da tua estrada
No meu caminho
Será um atalho
Ou um desvio
Um rio raso
Um passo em falso
Um prato fundo
Pra toda fome
Que há no mundo
Noite alta que revele
Um passeio pela pele
Dia claro madrugada
De nós dois não sei mais nada
Se tudo passa como se explica
O amor que fica nessa parada
Amor que chega sem dar aviso
Não é preciso saber mais nada
(Zeca Baleiro)

+ Terça-feira, Janeiro 29, 2008 +

+ Quarta-feira, Janeiro 09, 2008 +

+ Segunda-feira, Dezembro 17, 2007 +

+ Quinta-feira, Dezembro 13, 2007 +

+ Domingo, Novembro 25, 2007 +

+ Quarta-feira, Outubro 03, 2007 +

+ Sábado, Setembro 29, 2007 +

+ Quinta-feira, Agosto 30, 2007 +
"Posso ter defeitos, viver ansiosa e ficar irritada algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo... "
(Fernando Pessoa)

+ Segunda-feira, Agosto 13, 2007 +

+ Quarta-feira, Agosto 08, 2007 +
Transmorfo
Tantas asas em mim agora,
onde estavam, como surgiram?
Com certeza não foi
Antes de você me amar.
Eu era pesado
Demais para voar.
(Ulisses Tavares)

+ Domingo, Agosto 05, 2007 +


+ Segunda-feira, Julho 30, 2007 +
"
[...]
You've already won me over in spite of me
And don't be alarmed if I fall head over feet
And don't be surprised if I love you for all that you are
I couldn't help it
It's all your fault
Your love is thick and it swallowed me whole
You're so much braver than I gave you credit for
That's not lip service
You are the bearer of unconditional things
You held your breath and the door for me
Thanks for your patience
[...]
"
(Head Over Feet - Alanis Morissette)

+ Terça-feira, Julho 17, 2007 +
Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te.
A resposta
Está além dos deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.
(Fernando Pessoa)

+ Quarta-feira, Junho 13, 2007 +
Sete Cidades
(Legião Urbana)
Já me acostumei com a tua voz
Com teu rosto e teu olhar
Me partiram em dois
E procuro agora o que é minha metade
Quando não estás aqui
Sinto falta de mim mesmo
E sinto falta do meu corpo junto ao teu
Meu coração é tão tosco e tão pobre
Não sabe ainda os caminhos do mundo
Quando não estás aqui
Tenho medo de mim mesmo
E sinto falta do teu corpo junto ao meu
Vem depressa pra mim
Que eu não sei esperar
Já fizemos promessas demais
E já me acostumei com a tua voz
Quando estou contigo estou em paz
Quando não estás aqui
Meu espirito se perde, voa longe!

+ Segunda-feira, Junho 11, 2007 +


Metamorfose Ambulante...
(Raul Seixas)
Prefiro ser essa metamorfose ambulante
Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Eu quero dizer agora o oposto do que eu disse antes
Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator
É chato chegar a um objetivo num instante
Eu quero viver essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo
Sobre o que é o amor
Sobre o que eu nem sei quem sou
Hoje eu sou estrela amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor
Lhe tenho horror
Lhe faço amor
Eu sou um ator
Eu vou lhes dizer aquilo tudo que eu lhes disse antes
Prefiro ser essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo


+ Quinta-feira, Junho 07, 2007 +

+ Quinta-feira, Maio 17, 2007 +

+ Domingo, Maio 06, 2007 +

+ Quinta-feira, Maio 03, 2007 +
IMPERFEITO...
Eu sei que meu amor
É imperfeito
Mas se ele deixar, vou lhe mostrar
O quanto também
Tenho defeito...
Não é pra me gabar
Mas rio do que faço
Eu devia chorar
Eu sei o mal que fiz
Já está feito!
Mas lhe pedi perdão, por ser assim
E o coração que
Tenho no peito
Não quer acreditar
Já nem estou mais aqui
Nem em qualquer lugar
Lá vai se embora meu mundo sem mim...
O que há de errado em ser tão errado assim?
Já vou saindo, não precisa empurrar...
Pois meu maior defeito é insistir
Que ele é perfeito,
Que é pura crueldade pedir pra ele mudar
Nem luz, nem espelho,
Nem olhos pra enxergar
Acho que sou alguém
Que nunca vai mudar
Lá vai se embora meu mundo sem mim...
O que há de errado em ser tão errado assim?
Já vou saindo, não precisa empurrar...
Pois meu maior defeito é insistir
Que ele é perfeito,
Que é pura crueldade pedir pra ele mudar
(Pato Fu)

+ Domingo, Abril 22, 2007 +

+ Quarta-feira, Abril 18, 2007 +
TUDO BEM...
Já não tenho dedos pra contar
De quantos barrancos despenquei
E quantas pedras me atiraram
Ou quantas atirei
Tanta farpa, tanta mentira
Tanta falta do que dizer
Nem sempre é "so easy" se viver
Hoje eu não consigo mais me lembrar
De quantas janelas me atirei
E quanto rastro de incompreensão
Eu já deixei
Tantos bons quanto maus motivos
Tantas vezes desilusão
Quase nunca a vida é um balão!
Mas o teu amor me cura
De uma loucura qualquer
É encostar no teu peito
E se isso for algum defeito
Por mim tudo bem!!!

+ Domingo, Abril 15, 2007 +
[...]
Estive cansado
Meu orgulho me deixou cansado
Meu egoísmo me deixou cansado
Minha vaidade me deixou cansado
Não falo pelos outros
Só falo por mim
Ninguém vai me dizer o que sentir!
[...]
(Soul Parsifal - Legião Urbana)

+ Quarta-feira, Abril 11, 2007 +

+ Domingo, Março 11, 2007 +
Casinha Branca
(Música de Gilson e Joran)
Tenho andado tão sozinho ultimamente
Que nem vejo em minha frente
Nada que me dê prazer
Sinto cada vez mais longe a felicidade
Vendo em minha mocidade
Tanto sonho perecer
Eu queria ter na vida simplesmente
Um lugar de mato verde
Pra plantar e pra colher
Ter uma casinha branca de varanda
Um quintal e uma janela
Para ver o sol nascer
Às vezes saio a caminhar pela cidade
À procura de amizade
Vou seguindo a multidão
Mas eu me retraio, olhando em cada rosto
Cada um tem seu mistério
Seu sofrer, sua ilusão

+ Quinta-feira, Março 01, 2007 +
A Nossa Vitória de cada Dia
Olhe para todos ao seu redor e veja o que temos feito de nós e a isso considerado vitória nossa de cada dia.
Não temos amado, acima de todas as coisas.
Não temos aceito o que não se entende porque não queremos passar por tolos.
Temos amontoado coisas e seguranças por não nos termos um ao outro.
Não temos nenhuma alegria que não tenha sido catalogada.
Temos construído catedrais, e ficado do lado de fora pois as catedrais que nós mesmos construímos, tememos que sejam armadilhas.
Não nos temos entregue a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga... e nós a tememos.
Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo.
Temos organizado associações e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda.
Temos procurado nos salvar mas sem usar a palavra salvação para não nos envergonharmos de ser inocentes.
Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer a sua contextura de ódio, de amor, de ciúme e de tantos outros contraditórios.
Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar a nossa vida possível.
Muitos de nós fazem arte por não saber como é a outra coisa.
Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada.
Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos no que realmente importa.
Falar no que realmente importa é considerado uma gaffe.
Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos a tempo dos falsos deuses.
Não temos sido puros e ingénuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer «pelo menos não fui tolo» e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz.
Temos sorrido em público do que não sorriríamos quando ficássemos sozinhos.
Temos chamado de fraqueza a nossa candura.
Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo.
E a tudo isso consideramos a vitória nossa de cada dia.
(Clarice Lispector - 'Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres' )

+ Sábado, Fevereiro 17, 2007 +
FORÇA SEMPRE!

+ Quarta-feira, Fevereiro 14, 2007 +

+ Domingo, Janeiro 21, 2007 +

+ Terça-feira, Janeiro 09, 2007 +

+ Quinta-feira, Janeiro 04, 2007 +
Não sei...
se a vida é curta ou longa demais pra nós,
mas sei que nada do que vivemos tem sentido,
se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe,
braço que envolve,
palavra que conforta,
silêncio que respeita,
alegria que contagia,
lágrima que corre,
olhar que acaricia,
desejo que sacia,
amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela não
seja nem curta, nem longa demais,
mas que seja intensa,
verdadeira, pura...enquanto durar...
(Cora Coralina)

+ Quinta-feira, Dezembro 28, 2006 +

+ Segunda-feira, Dezembro 04, 2006 +
FORÇA SEMPRE!

+ Domingo, Novembro 12, 2006 +
Eu sei que eu poderia estar falando alto ou gritando
Soltando a minha voz aguda e rouca pelo ar
E sei que poderia agora estar cantando
Mostrando a todos como é bela a minha dor
Confesso entretanto que sou incapaz
De anunciar assim o que eu sinto
Prefiro esperar sozinha por você
Pois só você entendo o que eu digo
Eu bem que poderia freqüentar todos os bares
Tentando exorcizar um pouco o que sofri
Andar de mesa em mesa
Tropeçando e bebendo
Chorando e contando a minha triste história
A quem quisesse ouvir
Confesso entretanto que sou incapaz
De jogar fora assim as minhas lágrimas
Prefiro dormir sozinha no quarto
Talvez eu esteja bem melhor ao acordar
Eu sei que eu poderia estar vivendo um romance
Escrevendo a cada dia uma página da minha futura biografia
E até que poderia também tentar um suicídio
E assim ia saciar a sede de sangue da humanidade
Confesso entretanto que sou incapaz
De exibir assim minhas marcas nos jornais
Prefito deixar o tempo passar
Quebrando uns pratos até você chegar
(Apenas Timidez - Kid Abelha)

+ Sexta-feira, Novembro 10, 2006 +
FORÇA SEMPRE! 

+ Quarta-feira, Novembro 08, 2006 +
SÓ POR HOJE........
Só por hoje eu não quero mais chorar
Só por hoje eu espero conseguir
Aceitar o que passou o que virá
Só por hoje vou me lembrar que sou feliz
Hoje já sei que sou tudo que preciso ser
Não preciso me desculpar e nem te convencer
O mundo é radical
Não sei onde estou indo
Só sei que não estou perdido
Aprendi a viver um dia de cada vez
Só por hoje eu não vou me machucar
Só por hoje eu não quero me esquecer
Que há algumas pouco vinte quatro horas
Quase joguei a minha vida inteira fora
Não não não não
Viver é uma dádiva fatal!
No fim das contas ninguém sai vivo daqui mas -
Vamos com calma !
Só por hoje eu não quero mais chorar
Só por hoje eu não vou me destruir
Posso até ficar triste se eu quiser
É só por hoje, ao menos isso eu aprendi
(Legião Urbana)

+ Sábado, Outubro 28, 2006 +
"...Sonhe com aquilo que você quiser
Seja o que você quiser ser, porque você possui apenas uma vida
E nela só tem uma chance de fazer aquilo que se quer.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas.
O futuro mais brilhante é baseado num passado Intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado.
A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar... uma eternidade.
A vida não é só brincar porque um belo dia se morre"
(Clarice Lispector )

+ Terça-feira, Outubro 24, 2006 +

+ Quarta-feira, Outubro 11, 2006 +

+ Segunda-feira, Outubro 09, 2006 +
SERENÍSSIMA...
(Legião Urbana)
Sou um animal sentimental
Me apego facilmente ao que desperta meu desejo
Tente me obrigar a fazer o que não quero
E cê vai logo ver o que acontece.
Acho que entendo o que você quis me dizer
Mas existem outras coisas.
Consegui meu equilíbrio cortejando a insanidade
Tudo está perdido mas existem possibilidades
Tínhamos a idéia, mas você mudou os planos
Tínhamos um plano, você mudou de idéia.
Já passou, já passou - quem sabe outro dia
Antes eu sonhava, agora já não durmo
Quando foi que competimos pela primeira vez
O que ninguém percebe é o que todo mundo sabe
Não entendo terrorismo, falávamos de amizade!
Não estou mais interessado no que sinto
Não acredito em nada além do que duvido
Você espera respostas que eu não tenho, mas
Não vou brigar por causa disso
Até penso duas vezes se você quiser ficar
Minha laranjeira verde, por que está tão prateada?
Foi da lua dessa noite, do sereno da madrugada?
Tenho um sorriso bobo, parecido com soluço
Enquanto o caos segue em frente
Com toda calma do mundo

+ Quinta-feira, Outubro 05, 2006 +

+ Domingo, Setembro 24, 2006 +


+ Quarta-feira, Setembro 20, 2006 +
Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão
Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.
Carlos Drummond de Andrade

+ Terça-feira, Setembro 12, 2006 +

+ Sexta-feira, Agosto 25, 2006 +
FORÇA SEMPRE!

+ Terça-feira, Agosto 22, 2006 +
QUANDO SENTIR-SE SÓ...
Quando todos parecerem distantes
E mesmo perto, longe de suas palavras
Não ignore aqueles que estão
conspirando pela sua vitória
Quando olhares pela janela do seu quarto
E avistar uma tempestade se formando
Não tranque sua alma
Deixe-a a lavar seu corpo
Deixe-a purificar sua alma
Das dores se extraí a cura para diversos males
Não devemos ter medo do amanhã
Não sabemos o que vira após a próxima curva
Tudo depende de nós mesmos
Então, não culpe ninguém pelas suas próprias ações
Temos motivos para seguir nossos caminhos
As pessoas dizem que estamos errados
Mas as aventuras nos impede de ouvir
É melhor assim, pois quando a idade avançar
Olharemos para o céu com nossos pensamentos
E nos lembraremos de tudo saudosamente
Dizendo: "Vivi tudo que pude viver"
É necessário correr riscos para alcançarmos o auge
O desafio se faz e a vitória é tão clara quanto a luz de seus olhos
Por isso, quando sentires sozinha e,
Olhares para o lado, não encontrar ninguém
Ouça as palavras que seu interior lhe diz
Aquela voz que achamos frutos de uma imaginação
Ela carrega consigo as lembranças milenares
De tudo que passamos e tudo que um dia ainda passaremos
Mas nunca se julgue incapaz antes de lutar
Nunca julgue antes de si própria se absolver
E quando sentires sozinha
Lembre-se do meu nome
Não sou nenhum sábio milenar
Mas posso fazer seu interior se erguer das cinzas
E reconstruir seus impérios
Nunca se julgue derrotada sem antes
Ter tentando com todas suas forças
Alcançar tudo aquilo que acredita
E lute...
E quando sentires sozinha
Apenas chame meu nome pela imensidão
E brilharei em suas noites sombrias
Como o Sol em seu amanhecer...
(Adriano Villa)
© Todos os direitos reservados.

+ Terça-feira, Agosto 15, 2006 +

+ Terça-feira, Agosto 08, 2006 +
Tudo quanto penso,
Tudo quanto sou
É um deserto imenso
Onde nem eu estou.
Extensão parada
Sem nada a estar ali,
Areia peneirada
Vou dar-lhe a ferroada
Da vida que vivi.
[...]
Fernando Pessoa

+ Terça-feira, Julho 25, 2006 +
Ser Reflexo
Há no meu ser um pouco de tudo,
Assim como também um muito de nada,
Inexistência habitual, passo por mim, alheio
Absorvendo os reflexos que me atingem.
Condenado viver inconsciente, não me revolto, faço questão,
Dispenso todo tipo de lucidez ao me arrastar,
Acorrentado cotidiano, perdido neste labirinto de vida
Contemplando este brilho que despedaça meus olhos.
Não me disfarço para entender pois discordo,
Acho tudo tão superficial que me aprofundo,
Me impeço ao natural, em desacato as concordâncias tolas
E consolado por bem querer a todos dou razão.
Por mais que tente não vejo algumas presenças.
Perturbado por vozes dissonantes em atitudes mudas
Culpo meus desejos, ferindo-me nas pedras,
Quase alucinado por tanta insensatez.
Do fruto desta vida quis apenas um respingo de sabor.
Tocando meu corpo sofrido à míngua
Deixo cair meus braços
E desfaço o aconchego deste vazio em meu colo.
Desejei tão pouco,
Apenas isto bastaria,
Não me revolto, é tarde,
Tão cedo me exilaram.
Que eu mereça todas as manhãs que terei,
Todo azul do céu que couber no meu olhar
E este sol sobrevindo aquele luar.
Quero tudo isso...
mesmo feliz por quase nada.
(G. Reinicke)
FORÇA SEMPRE!

+ Domingo, Junho 25, 2006 +

+ Segunda-feira, Junho 12, 2006 +
PERFEIÇÃO...
Vamos celebrar a estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja de assassinos
Covardes, estupradores e ladrões
Vamos celebrar a estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso Estado que não é nação
Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião
Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade
Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta de hospitais
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras e sequestros
Nosso castelo de cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia e toda a afetação
Todo roubo e toda a indiferença
Vamos celebrar epidemias:
É a festa da torcida campeã
Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar um coração
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado de absurdos gloriosos
Tudo que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos o Hino Nacional
A lágrima é verdadeira
Vamos celebrar nossa saudade
E comemorar a nossa solidão
Vamos festejar a inveja
A intolerância e a incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer da nossa gente
Que trabalhou honestamente a vida inteira
E agora não tem mais direito a nada
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta de bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isso
Com festa, velório e caixão
Está tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A ESTUPIDEZ DE QUEM CANTOU ESSA CANÇÃO!!!!
Venha, meu coração esta com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha, o amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça:
Venha que o que vem é perfeição...
(Legião Urbana - Composição: Dado Villa-lobos, Marcelo Bonfá e Renato Russo)

+ Sábado, Maio 27, 2006 +
Bem que eu tentei te dizer
Que o céu pra mim era estranho
Mas esbarrei em mim mesmo
Na desestrutura do meu ego
Sei lá, não sei te dizer
As vezes eu não me compreendo
Mas lá no fundo eu sei
Existe luz no fim do túnel.
E eu atravessei
Com olhos fechados
Sei que margulhei
Em águas escuras
Mas eu confiei
Que o fim do túnel era o princípio de mim.
(Fim do Túnel - Catedral)

+ Sexta-feira, Maio 12, 2006 +

+ Sexta-feira, Março 31, 2006 +
Uma das máscaras
Ali,
No recanto da alma em que a luz não alcança.
É onde habito.
Como companhia:
Tenho meus delírios.
Cujo fertilizante, é a minha loucura.
A Solidão:
Fruto inevitável do despertar.
É o verdadeiro gozo do qual necessito.
Sonhos e utopias seguem seu ciclo de existência:
Nascem, apodrecem e morrem.
Sem nunca se alimentar.
E inerte neste torpor sem fim, permaneço.
À espera do dia em que vida,
Não mais me restará!
Pois somente a morte me libertará.
Deste algoz facínora que me usurpa, chamado de:
Consciência.
(Sanderson Molick)

+ Quarta-feira, Março 22, 2006 +


+ Terça-feira, Março 14, 2006 +

+ Segunda-feira, Março 06, 2006 +


+ Domingo, Março 05, 2006 +

+ Quinta-feira, Março 02, 2006 +
Fortuna Imperatrix Mundi - O Fortuna
Ó Fortuna
variável
como a lua
sempre cresces
ou minguas;
vida detestável
hora frustra
ora satisfaz
brincas com os nossos sentidos
a miséria
o poder
fundem como gelo em ti.
Sorte (Destino) cruel
e vã
tu, roda que giras
a tua natureza é perversa
a tua felicidade vã
sempre a dissipar-se
pela sombra
e em segredo
aproximas-te de mim
apresento o meu dorso nu
ao jogo da tua
perversidade.
Sorte, senhora do bem-estar e da virtude,
estás agora contra mim;
afecções
e derrotas
estão sempre presentes.
Nesta hora
sem demora
pulsai as cordas;
pois que a sorte
esmaga o forte
chorai todos comigo

+ Quinta-feira, Fevereiro 23, 2006 +

+ Quarta-feira, Fevereiro 15, 2006 +
FLOR DA PELE
(zeca baleiro)
Ando tão à flor da pele,
Que qualquer beijo de novela me faz chorar,
Ando tão à flor da pele,
Que teu olhar flor na janela me faz morrer,
Ando tão à flor da pele,
Que meu desejo se confunde com a vontade de não ser,
Ando tão à flor da pele,
Que a minha pele tem o fogo do juízo final.
Um barco sem porto,
Sem rumo,
Sem vela,
Cavalo sem sela,
Um bicho solto,
Um cão sem dono,
Um menino,
Um bandido,
Às vezes me preservo noutras suicido.

+ Segunda-feira, Fevereiro 13, 2006 +

+ Terça-feira, Fevereiro 07, 2006 +
HÁ METAFÍSICA BASTANTE EM NÃO PENSAR EM NADA
Há metafísica bastante em não pensar em nada.
O que penso eu do mundo?
Sei lá o que penso do mundo!
Se eu adoecesse pensaria nisso.
Que idéia tenho eu das cousas?
Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?
Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma
E sobre a criação do Mundo?
Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos
E não pensar. É correr as cortinas
Da minha janela (mas ela não tem cortinas).
O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério!
O único mistério é haver quem pense no mistério.
Quem está ao sol e fecha os olhos,
Começa a não saber o que é o sol
E a pensar muitas cousas cheias de calor.
Mas abre os olhos e vê o sol,
E já não pode pensar em nada,
Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos
De todos os filósofos e de todos os poetas.
A luz do sol não sabe o que faz
E por isso não erra e é comum e boa.
Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores?
A de serem verdes e copadas e de terem ramos
E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,
A nós, que não sabemos dar por elas.
Mas que melhor metafísica que a delas,
Que é a de não saber para que vivem
Nem saber que o não sabem?
"Constituição íntima das cousas"...
"Sentido íntimo do Universo"...
Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada.
É incrível que se possa pensar em cousas dessas.
É como pensar em razões e fins
Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores
Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão.
Pensar no sentido íntimo das cousas
É acrescentado, como pensar na saúde
Ou levar um copo à água das fontes.
O único sentido íntimo das cousas
É elas não terem sentido íntimo nenhum.
Não acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me, Aqui estou!
(Isto é talvez ridículo aos ouvidos
De quem, por não saber o que é olhar para as cousas,
Não compreende quem fala delas
Com o modo de falar que reparar para elas ensina.)
Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.
Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.
E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?).
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora.
(Fernando Pessoa)

+ Sexta-feira, Janeiro 20, 2006 +

+ Terça-feira, Janeiro 10, 2006 +
TREVAS
Haverá, por hipótese, nas geenas
Luz bastante fulmínea que transforme
Dentro da noite cavernosa e enorme
Minhas trevas anímicas serenas?!
Raio horrendo haverá que as rasgue apenas?!
Não! Porque, na abismal substância informe,
Para convulsionar a alma que dorme
Todas as tempestades são pequenas!
Há de a Terra vibrar na ardência infinda
Do éter em branca luz transubstanciado,
Rotos os nimbos maus que a obstruem a êsmo...
A própria Esfinge há de falar-vos ainda
E eu, somente eu, hei de ficar trancado
Na noite aterradora de mim mesmo!
Augusto dos Anjos

+ Sábado, Dezembro 31, 2005 +

+ Quarta-feira, Dezembro 21, 2005 +
"...Eles não desejavam existir, só que não podiam evitá-lo; era isso.
Então realizavm suas pequenas funções, devagar, sem entusiasmo;
a seiva subia lentamente pelos veios, a contragosto, e as raízes se enfiavam lentamente na terra.
Mas a cada momento eles pareciam a ponto de abandonar tudo e se aniquilar.
Cansados e velhos, continuavam a existir, de má vontade,
simplesmente porque ERAM MUITO FRACOS PARA MORRER,
porque a morte só podia atingi-los do exterior;
só as melodias trazem orgulhosamente a morte em si mesmas,
como uma necessidade interna; apenas elas não existem.
TODO ENTE NASCE SEM RAZÃO, SE PROLONGA POR FRAQUEZA E MORRE POR ACASO...
a existência é uma plenitude que o homem não pode abandonar."
Esse texto trata-se da análise que o personagem Roquentin faz de uma ávore que encontra-se 'existindo' no meio de um parque, porém, é perfeitamente possível traçar um paralelo com a condição de existência humana.
Texto extraído do livro "A Náusea" de Jean-Paul Sartre (página 191)

+ Domingo, Dezembro 18, 2005 +
Devaneios na escuridão

+ Sexta-feira, Dezembro 16, 2005 +
SONHO
Sonho.
Não sei quem sou neste momento.
Durmo sentindo-me.
Na hora calma
Meu pensamento esquece o pensamento,
Minha alma não tem alma.
Se existo é um erro eu o saber.
Se acordo Parece que erro.
Sinto que não sei.
Nada quero nem tenho nem recordo.
Não tenho ser nem lei.
Lapso da consciência entre ilusões,
Fantasmas me limitam e me contêm.
Dorme insciente de alheios corações,
Coração de ninguém.
(Fernando Pessoa)

+ Sábado, Dezembro 10, 2005 +

+ Segunda-feira, Novembro 21, 2005 +

+ Domingo, Novembro 06, 2005 +
É de lágrima...
É de lágrima...
que faço o mar pra navegar!
Vamo lá!
Eu não vi, não, final...
Sei que o daqui,
teimou de vir...
tenaz assim
Feito passarim!!!
É de mágica...
que eu drobo a vida em flor!
Assim!
E ao senhor de iludir
Manda avisar
que esse daqui,
Tem muito mais
amor pra dar!!!
(Los Hermanos)

+ Sábado, Novembro 05, 2005 +


+ Quarta-feira, Novembro 02, 2005 +
Faltando um Pedaço
(Djavan)
O amor é um grande laço
um passo pr'uma armadilha
um lobo correndo em círculo
pra alimentar a matilha
comparo sua chegada
como a fuga de uma ilha
tanto engorda quanto mata
feito desgosto de filha, de filha
O amor é como um raio
galopando em desafio
abre fendas, cobre vales
revolta as águas dos rios
quem tentar seguir seu rastro
se perderá no caminho
na pureza de um limão
ou na solidão do espinho
O amor e a agonia
cerraram fogo no espaço
brigando horas a fio
o cio vence o cansaço
e o coração de quem ama
fica faltando um pedaço
que nem a lua minguando
que nem o meu nos seus
braços. . .

+ Domingo, Outubro 30, 2005 +

+ Sexta-feira, Outubro 28, 2005 +
SAUDADE...
A palavra Saudade traz em si, diversos significados que podem ser interpretados de acordo com o contexto onde é aplicado. Sua origem encontra-se no Latim, Solitate, e se pesquisada, descobriremos que a conotação contemporânea distanciou-se da original. Saudade não mais se refere ao sentimento de solidão preservado em variações de línguas românicas como o espanhol: soledad e soledat.
Sobre a saudade, podemos encontrar definições como "Sentimento mais ou menos melancólico de ausência, ligado pela memória à situações de privação da presença de alguém ou de algo, de afastamento de um lugar ou de uma coisa, ou à ausência de certas experiências e determinados prazeres já vividos e considerados pela pessoa em causa como um bem desejável"; ou "Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoa ou coisa distante ou extinta. Pesar pela ausência de alguém que nos é querido". Como sinônimos, encontramos Lembrança e Nostalgia.
Em 30 de janeiro celebra-se o "Dia da Saudade". Na gramática Saudade é substantivo abstrato, tão abstrato que só existe na língua portuguesa. Os outros idiomas têm dificuldade em traduzi-la ou atribuir-lhe um significado preciso: Te extraño (castelhano), J'ai regret (francês) e Ich vermisse dish (alemão). No idioma inglês encontramos várias tentativas: homesickness (equivalente a saudade de casa ou do país), longing e to miss (sentir falta de uma pessoa), e nostalgia (nostalgia do passado, da infância). Mas todas essas expressões estrangeiras não definem o que sentimos. São apenas tentativas de determinar esse sentimento que nós mesmos não sabemos exatamente o que é. Não é só um obstáculo ou uma incompatibilidade da linguagem, mas é principalmente uma característica cultural daqueles que falam a língua portuguesa.
Saudade não tem cor, mas pode ter cheiro. Não podemos ver nem tocar, mas sabemos o quanto é grande. Pode ser o sentimento que alimenta um relacionamento amoroso ou apenas o que sobra dele. Pode ser uma ausência suave ou um tipo de solidão. Pode ser uma recordação daquele momento e daquela pessoa, que um dia, mesmo sabendo ser impossível, ousamos querer reviver e rever. É a dor de quem encontrou e nunca mais encontrará, de quem sentiu e nunca mais voltará a sentir. A saudade se combina com outros sentimentos e procria-se. A soma da saudade com a solidão é igual a Dor. O resultado da saudade com a Esperança é a Motivação.
Saudade é uma só, em diferentes palavras. É comum encontrá-la grafada nas lápides em alusão a dor da ausência provocada pela morte. Mas na Literatura e na Música é um tema crônico. É quem arquiteta a estrofe e conduz o tom. Não importa o gênero literário ou o estilo musical, não importa o autor, a época ou a situação.
Casimiro de Abreu versificou sua saudade da infância: "Oh! que saudades que eu tenho / Da aurora da minha vida / Da minha infância querida / Que os anos não trazem mais!". Álvares de Azevedo antecipou a saudade mortal: "Se eu morresse amanhã, viria ao menos / Fechar meus olhos minha triste irmã / Minha mãe de saudades morreria / Se eu morresse amanhã!". A poetisa portuguesa, Florbela Espanca, também registrou sua saudade: "E a esta hora tudo em mim revive / Saudades de saudades que não tenho... / Sonhos que são os sonhos dos que eu tive...".
O Rock brasileiro transformou a saudade numa de suas bandeiras. Renato Russo cantou: "nessa saudade que eu sinto / De tudo que eu ainda não vi". Ainda nas canções de Renato: "dos nossos planos é que tenho mais saudade". Entre o Rock e a MPB, Cazuza, declarou: "Saudade do que nunca vai voltar / E dos amigos que se foram / Eu hoje estou com saudade". Tom Jobim e Vinícius de Moraes compuseram: "Chega de saudade / A realidade é que sem ela não há paz...".
Saudade é um registro fiel do passado. É a prova incontestável de tudo que vivemos e ficou impresso na alma. Ao confessarmos uma saudade, na verdade, estamos nos vangloriando de que, ao menos uma vez na vida, conhecemos pessoas e vivemos situações que foram boas, e serão eternas em nossa alma. Nutri-la, é alimentar o espírito e a própria existência.
Se há tantas e, ao mesmo tempo, tão imprecisas definições de saudade, resta-nos apenas cultivá-la e alimentá-la com pensamentos, músicas, perfumes, fotografias, lugares, fins de tarde e madrugadas. Saibamos viver plenamente o presente, pois ele será a saudosa lembrança de amanhã.
(Créditos à Spectrum)

+ Quinta-feira, Outubro 27, 2005 +
SETE CIDADES...
já me acostumei com a tua voz
com teu rosto e teu olhar
me partiram em dois
e procuro agora o que é minha metade
quando não estás aqui
sinto falta de mim mesmo
e sinto falta do meu corpo junto ao teu
meu coração é tão tosco e tão pobre
não sabe ainda os caminhos do mundo
quando não estás aqui
tenho medo de mim mesmo
e sinto falta do teu corpo junto ao meu
vem depressa pra mim
que eu não sei esperar
já fizemos promessas demais
e já me acostumei com a tua voz
quando estou contigo estou em paz
quando não estás aqui
meu espirito se perde, voa longe
(Legião Urbana)
* Todas as músicas que posto no blog têm a ver com meu estado de espírito no momento... aliás... tudo que eu coloco aqui...
essa música traduz perfeitamente o estado do meu espírito por ter que viver longe do meu amor...
mas só 'por enquanto'....

+ Quinta-feira, Outubro 20, 2005 +
TUDO BEM...
Já não tenho dedos pra contar
De quantos barrancos despenquei
E quantas pedras me atiraram
Ou quantas atirei...
Tanta farpa, tanta mentira
Tanta falta do que dizer
Nem sempre é "so easy" se viver
Hoje eu não consigo mais lembrar
De quantas janelas me atirei
E quanto rastro de imcompreensão
Eu já deixei
Tantos bons quanto maus motivos
Tantas vezes desilusão
Quase nunca a vida é um balao
Mas o teu amor me cura
De uma loucura qualquer
É encostar no teu peito
E se isso for algum defeito
Por mim tudo bem
(Lulu Santos)

+ Terça-feira, Outubro 18, 2005 +

+ Segunda-feira, Outubro 10, 2005 +

+ Sábado, Outubro 08, 2005 +


+ Quinta-feira, Outubro 06, 2005 +
O amor é uma companhia.
O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.
Mesmo a ausência dele é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dele que não sei como o desejar.
Se o não vejo, imagino-o e sou forte como as árvores altas.
Mas se o vejo tremo,
não sei o que é feito do que sinto na ausência dele.
Toda eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a face dele no meio.
Alberto Caeiro ( F. Pessoa )
(Obs: Na poesia original, alguns artigos e pronomes são femininos!)

+ Quarta-feira, Outubro 05, 2005 +
Minhas palavras não são tão doces
Eu tenho uma conversa esquisita
Meu vinho não é tão suave
Eu tenho um gosto sutil
Minha maçã não é tão vermelha
Eu tenho uma cor discreta
Eu falo baixo coisas pequenas
pra pouca gente mas procuro sempre...
Minhas palavras não são tão certas
Eu tenho uma certeza esquisita
Meus sentimentos não são comuns
Eu sinto coisas que mudam
Meu corpo não é tão real
eu ando, eu ando
eu ando por outros mundos
Meus desejos não são simples
eu sonho, eu sonho
eu sonho com o impossível
Eu falo baixo coisas pequenas
pra pouca gente mas procuro sempre...
A palavra forte.
(A palavra forte - Kid Abelha)


+ Sexta-feira, Setembro 30, 2005 +

+ Quinta-feira, Setembro 29, 2005 +

+ Domingo, Setembro 25, 2005 +
Vivem em nós inúmeros;
Se penso ou sinto, ignoro
Quem é que pensa ou sente.
Sou somente o lugar
Onde se sente ou pensa.
Tenho mais almas que uma.
Há mais eus do que eu mesmo.
Existo todavia
Indiferente a todos.
Faço-os calar: eu falo.
Os impulsos cruzados
Do que sinto ou não sinto
Disputam em quem sou.
Ignoro-os. Nada ditam
A quem me sei: eu 'screvo
(Fernando Pessoa)

+ Sexta-feira, Setembro 23, 2005 +
FINALMENTE!!!!
Agora acho que consegui me definir com relação ao visual do meu blog...
Acho que ele agora está 'a minha cara' (LITERALMENTE)
Embora ele pareça um tanto carregando de melancolia e morbidez, não significa que essa é a forma como vivo...
mas sim a forma como enxergo esse mundo e suas misérias...

+ Quarta-feira, Setembro 21, 2005 +
LIMBO
O lugar onde as audaciosas dúvidas percorrem os labirintos subjacentes da existência, em busca da luz.
Onde as estrelas fulguram com maior cintilância, por estarem em conluio com as trevas, e a cosmo-melodia plangente orquestrada pelo sofrimento, fazem-nas bailar em destemida esperança de que algum dia, as trevas sólidas do desconhecido serão dissipadas com o nascer da aurora da - aludida - verdade.
O lugar onde os demônios reinam soberanos, por serem deles as mãos que lapidam os Deuses. Atrozes algozes, causadores do sofrimento. Sofrimento este, creador das virtudes.
Limbo: É o refúgio onde a imaginação exacerbada e sem fronteiras vem à tona. A planície onde estamos livres dos "corriqueirismos" existenciais. O covil daqueles que tem a coragem de pensar: os nobres cavalheiros da razão.
Limbo: É o lugar onde a mente devaneia sem barreiras.
(Sanderson Molick)

+ Domingo, Setembro 11, 2005 +

+ Segunda-feira, Setembro 05, 2005 +


+ Terça-feira, Agosto 23, 2005 +

+ Sábado, Agosto 20, 2005 +
Bruxaria é uma religião lunar por excelência. Ainda que tenha elementos solares, expressos nos sabás (que celebram o ciclo de vida e morte do Deus-Sol), as suas principais características são lunares. Por isso na Bruxaria, tanto tradicional quanto moderna (Wicca) celebra-se o ciclo da Lua nos chamados esbás. Como dito no texto Introdução à Wicca, a Lua representa a Deusa Tríplice. Na lua nova e crescente ela é a Donzela, na lua cheia é a Mãe e na lua minguante é a Anciã/Deusa Negra. Ordinariamente, a única fase da lua que todo praticante da Bruxaria celebra é o plenilúnio, que é o primeiro dia da lua cheia, quando a Deusa mostra-se no máximo do seu poder. Embora a lua cheia dure sete dias, é importante que o esbá seja feito no dia da sua entrada, pois nos dias seguintes ela na verdade já está começando a minguar. Porém, é possível também celebrar o esbá um dia antes ou um dia depois, se não for possível no dia exato. Não é o ideal, mas é possível. Classicamente, a deusa honrada no plenilúnio é Diana, embora seja possível honrar outras, tais como Selene e Ísis. O Deus em geral é Dioniso, Pan, Cernunnos ou Osíris. É importante dizer que o objetivo principal dos esbás do plenilúnio é receber a inspiração da sabedoria da Deusa no nosso espírito, para que aprendamos diretamente com Ela. Há bruxas e bruxos que preferem celebrar outras fases da lua, além do plenilúnio.
Em muitas tradições são celebradas também a chamada Lua Negra (ou Lua Balsâmica), que é a fase de total escuridão da lua. Nesta fase, que são os últimos três dias da lua minguante, a lua acabou de minguar e desapareceu totalmente, abandonando os céus. A Deusa então mostra-se como a Deusa Negra, a que revela o Seu lado obscuro e terrível, muitas vezes cruel, bem como o nosso. Essa fase da lua é mais difícil de ser trabalhada e não é recomendável que alguém recém-chegado à bruxaria já comece a celebrá-la. Aconselha-se por volta de seis meses de experiência com o plenilúnio antes de se trabalhar a Lua Negra. A Lua Negra é tão poderosa quanto o plenilúnio. Porém, o Seu poder é de uma ordem diferente. É o poder das sombras, do terror, da face destrutiva da Divindade. Em geral, é um poder que assusta quem começa a trabalhar com ele, mas é um poder necessário de ser compreendido, pois faz parte da Deusa (e portanto de nós). A Bruxaria não é uma religião de luz, mas de equilíbrio entre luz e sombras e para tal é preciso que se conheça igualmente estes dois aspectos da realidade. Os esbás da Lua Negra são voltados ao conhecimento do nosso lado obscuro e a sua cura, para que transmutemos as nossas características improdutivas (nervosismo, ódio etc) em características produtivas (paz interior, amor etc) e para que aprendamos a lidar com as nossas sombras.
As deusas normalmente relacionadas a esses rituais são Hécate, Ceridwen e Lillith. Modernamente, algumas tradições da Wicca, tais como a tradição das fadas (da qual faz parte Starhawk) e a tradição diânica (cuja praticante mais conhecida é Laurie Cabot) passaram a celebrar também a entrada da lua crescente e a entrada da lua minguante. Na entrada da lua crescente, celebra-se o poder da Donzela, que aumenta dia-a-dia até se transformar na mãe. Já na entrada da lua minguante, celebra-se o poder da Ancião, ou Velha sábia. Em muitos casos, a celebração da Lua Negra foi substituída pela da lua minguante, embora esses dois esbás não sejam equivalentes. Isso porque a minguante representa deusas necessariamente "anciãs", isto é, já bem velhas, com grande experiência de vida. Na Lua Negra, ao contrário, não há essa obrigação da "idade" das deusas. Por exemplo, Hécate, a deusa mais comumente associada com essa fase, era normalmente retratada pelos antigos gregos como uma mulher bem jovem. Em termos de idade, ela seria uma deusa da época da lua crescente. Mas as suas características de Deusa Negra fazem com que ela seja melhor associada à fase de escuridão da Lua. De qualquer forma, as celebrações das luas crescente e minguante não é obrigatória, embora possa ser enriquecedora a quem as fizer. Em verdade, a maior parte dos praticantes de bruxaria preferem celebrar apenas a lua cheia e alguns também a lua negra. Mas cada um deve fazer do modo que achar melhor e for mais produtivo para a sua vida. Mas sempre lembrando da necessidade de conhecer todas as faces da Deusa, que se repetem em nossas personalidades, assim como os Deuses, somos parte luz parte sombra. Para nosso completo equilíbrio, estas forças devem interagir em nosso ser de maneira harmônica, sem excessos.
(Fonte: wiccarte)
FORÇA SEMPRE!

+ Terça-feira, Agosto 16, 2005 +


+ Segunda-feira, Agosto 08, 2005 +
O PENTAGRAMA
A humanidade sempre teve ao seu redor um mundo de forças e energias ocultas que muitas vezes não conseguia compreender nem identificar. Assim sendo, buscou ao longo dos tempos, proteção a esses perigos ou riscos que faziam parte de seu medo ao desconhecido, surgindo aos poucos muitos objetos, imagens e amuletos, criando-se símbolos nas tradições de cada povo.
O pentagrama está entre os principais e mais conhecidos símbolos, pois possui diversas representações e significados, evoluindo ao longo da história. Passou de um símbolo cristão para a atual referência onipresente entre os neopagãos com vasta profundidade mágica.
Origens e difusões
Num dos mais antigos significados do pentagrama, os Hebreus designavam como a Verdade, para os cinco livros do Pentateuco (os cinco livros do Velho Testamento, atribuídos a Moisés). Na Grécia Antiga, era conhecido como Pentalpha, geometricamente composto de cinco As.
O pentagrama também é encontrado na cultura chinesa representando o ciclo da destruição, que é a base filosófica de sua medicina tradicional. Neste caso, cada extremidade do pentagrama simboliza um elemento específico: Terra, Água, Fogo, Madeira e Metal. Cada elemento é gerado por outro, (a Madeira é gerada pela Terra), o que dará origem a um ciclo de geração ou criação. Para que exista equilíbrio é necessário um elemento inibidor, que neste caso é o oposto (a Água inibe o Fogo).
A geometria do pentagrama e suas associações metafísicas foram exploradas por Pitágoras e posteriormente por seus seguidores, que o consideravam um emblema de perfeição. A geometria do pentagrama ficou conhecida como A Proporção Divina, que ao longo da arte pós-helênica, pôde ser observada nos projetos de alguns templos. Era um símbolo divino para os druidas. Para os celtas, representava a deusa Morrighan (deusa ligada ao Amor e a Guerra). Para os egípcios, era o útero da Terra, mantendo uma relação simbólica com as pirâmides.
Os primeiros cristãos tinham o pentagrama como um símbolo das cinco chagas de Cristo. Desse modo, visto como uma representação do misticismo religioso e do trabalho do Criador. Também era usado como símbolo da comemoração anual da visita dos três Reis Magos ao menino Jesus. Ainda, em tempos medievais era usado como amuleto de proteção contra demônios.
Os Templários, uma ordem de monges formada durante as Cruzadas, ganharam grande riqueza e proeminência através das doações de todos aqueles que se juntavam à ordem; além de grandes tesouros trazidos da Terra Santa. Na localização do centro da Ordem dos Templários, ao redor de Rennes du Chatres, na França, é notável observar um pentagrama natural, quase perfeito, formado pelas montanhas que medem vários quilômetros ao redor do centro. Ainda é possível perceber, a profunda influência do símbolo, em algumas Igrejas Templárias em Portugal, que possuem vitrais na forma de Pentagramas. No entanto, Os Templários foram dizimados pela mesquinhez da Igreja e pelo fanatismo religioso de Luis IX, em 1303. Iniciou-se assim a Idade das Trevas, onde se queimavam, torturavam e excomungavam qualquer um que se opusesse a Igreja. Durante esse longo tempo de Inquisição, a igreja mergulhou no próprio diabolismo ao qual se opunha. Nessa época o pentagrama simbolizou a cabeça de um bode ou do diabo, na forma de Baphomet, o mesmo que a Igreja acusou os Templários de adorar. Assim sendo, o pentagrama passou de um símbolo de segurança à representação do mal, sendo chamado de Pé da Bruxa. Assim, a perseguição da Igreja fez as religiões antigas se ocultarem na clandestinidade.
Ao fim da era das Trevas, as sociedades secretas começam novamente a realizar seus estudos sem o medo paranóico das punições da Igreja. Ressurge o Hermetismo, e outras ciências misturando filosofia e alquimia. Floresce então, o simbolismo gráfico e geométrico, emergindo a Renascença numa era de luz e desenvolvimento. O pentagrama agora, significa o Microcosmo, símbolo do Homem de Pitágoras representado através de braços e pernas abertas, parecendo estar disposto em cinco partes em forma de cruz (O Homem Individual). A mesma representação simboliza também o Macrocosmo, o Homem Universal, um símbolo de ordem e perfeição, a Verdade Divina. Agrippa (Henry Cornelius Von de Agrippa Nettesheim), mostra proporcionalmente a mesma figura, colocando em sua volta os cinco planetas e a Lua no ponto central (genitália) da figura humana. Outras ilustrações do mesmo período foram feitas por Leonardo da Vinci, mostrando as relações geométricas do Homem com o Universo.
Posteriormente, o pentagrama também foi associado aos quatro elementos essenciais (terra, água, ar e fogo) mais o quinto, que simboliza o espírito (A Quinta Essência dos alquimistas e agnósticos)
Na Maçonaria, o Laço Infinito (como também era conhecido o pentagrama, por ser traçado com uma mesma linha) era o emblema da virtude e do dever. O homem microcósmico era associado ao Pentalpha (a estrela de cinco pontas), sendo o símbolo entrelaçado ao trono do mestre da Loja.
Com Eliphas Levi (Alphonse Louis Constant), o pentagrama pela primeira vez, através de uma ilustração, foi associado ao conceito do bem e do mal. Ele ilustra o pentagrama microcósmico ao lado de um pentagrama invertido (formando a cabeça do bode, Baphomet).
O pentagrama voltou a ser usado em rituais pagãos à partir de 1940 com Gerald Gardner. Sendo utilizado nos rituais simbolizando os três aspectos da deusa e os dois do deus, surgindo assim a nova religião Wicca. Desse modo, o pentagrama retoma sua força como poderoso talismã, ajudado pelo aumento do interesse popular pela bruxaria e Wicca, que à partir de 1960, torna-se cada vez mais disseminada e conhecida. Essa ascensão da Wicca, gera uma reação da Igreja da época, chegando ao extremo quando Anton LaVey adota o pentagrama invertido (em alusão a Baphomet de Levi), como emblema da sua Igreja de Satanás, e faz com que a Igreja Católica considere que o pentagrama (invertido ou não) seja sinônimo de símbolo do Diabo, difundindo esse conceito para os cristãos. Assim naquela época, os Wiccanos para se protegerem dos grupos religiosos radicais, chegaram a se opor ao uso do pentagrama.
Até hoje o pentagrama é um símbolo que indica ocultismo, proteção e perfeição. Independente do que tenha sido associado em seu passado, ele se configura como um dos principais e mais utilizados símbolos mágicos da cultura Universal.
(Créditos à Spectrum com colaboração de Vera Novo)

+ Sábado, Agosto 06, 2005 +
Minha vida anda abarrotada de vazio
Em meus pensamentos só existe ausência
Uma mistura de nada com coisa nenhuma
Que me garante a ¿sub¿existência
Numa tentativa de compreender, ¿sub¿existo
Buscando aquilo que tenho certeza que não encontrarei
Apenas contando com a teimosia, insisto
Ânsia infinita por liberdade que acaba por me aprisionar
Essa coisa que não sei explicar, apenas sinto
Me faz levantar todas as manhãs
E cumprir várias tarefas não sei pra quê
Quando isso vai acabar?

+ Quarta-feira, Agosto 03, 2005 +


+ Sexta-feira, Julho 29, 2005 +

+ Terça-feira, Julho 26, 2005 +


+ Quinta-feira, Julho 21, 2005 +

+ Terça-feira, Julho 12, 2005 +


+ Sexta-feira, Julho 08, 2005 +

+ Sábado, Julho 02, 2005 +
Se você tivesse acreditado
nas minhas brincadeiras
de dizer a verdade:
teria ouvido verdades,
que teimo em dizer brincando...
Falei muitas vezes como palhaço,
Mas nunca,
desacreditei na seriedade,
da platéia que sorria...
Charles Chaplin

+ Quarta-feira, Junho 22, 2005 +
POEMA EM LINHA RETA
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Álvaro de Campos

+ Segunda-feira, Junho 20, 2005 +


+ Quinta-feira, Junho 16, 2005 +

+ Segunda-feira, Junho 13, 2005 +

+ Sexta-feira, Junho 10, 2005 +
Álvaro de Campos - Lisbon Revisited (l923)
NÃO: Não quero nada.
Já disse que não quero nada.
Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.
Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!
Tirem-me daqui a metafísica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) ¿
Das ciências, das artes, da civilização moderna!
Que mal fiz eu aos deuses todos?
Se têm a verdade, guardem-na!
Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?
Não me macem, por amor de Deus!
Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?
Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!
Ó céu azul ¿ o mesmo da minha infância ¿
Eterna verdade vazia e perfeita!
Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflete!
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.
Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!

+ Quarta-feira, Junho 08, 2005 +


+ Domingo, Junho 05, 2005 +

"Há quem diga
que todas as noites são de sonhos,
Mas há também quem garanta
que nem todas,
Só as de verão.
No fundo, isso não tem importância.
O que interessa não é a noite em si,
São os sonhos.
Sonhos que o homem sonha sempre,
Em todos os lugares,
Em todas as épocas do ano,
Dormindo ou acordado."
William Shakespeare

+ Sexta-feira, Maio 20, 2005 +

+ Domingo, Maio 08, 2005 +
São 3h da manhã.... e eu aqui... acordada
Fazer o q????

+ Sexta-feira, Maio 06, 2005 +
Adeus Meus Sonhos
Adeus, meus sonhos, eu pranteio e morro!
Não levo da existência uma saudade!
E tanta vida que meu peito enchia
Morreu na minha triste mocidade!
Misérrimo! Votei meus pobres dias
À sina doida de um amor sem fruto,
E minh¿alma na treva agora dorme
Como um olhar que a morte envolve em luto.
Que me resta, meu Deus? Morra comigo
A estrela de meus cândidos amores,
Já não vejo no meu peito morto
Um punhado sequer de murchas flores!
Álvares de Azevedo


+ Domingo, Maio 01, 2005 +
NÃO PERTENCEMOS A NINGUÉM
Ninguém é dono da sua felicidade.
Por isso, não entregue sua alegria, sua paz, sua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém!
Nunca se esqueça de que somos livres, não pertencemos a ninguém.
Se você anda repetindo muito "eu preciso de você" ou "você é a razão da minha vida", cuide-se...
A razão da sua vida é VOCÊ MESMO.
Se anda desesperado por problemas financeiros ou do coração, calma...
Você é reflexo do que pensa diariamente.
Pare de pensar mal de você e seja seu melhor amigo sempre.
Sorria! Com um sorriso, o mundo se abre para você.
Trabalhe, trabalhe muito a seu favor.
Pare de esperar a felicidade sem esforços.
Pare de exigir das pessoas aquilo que você nem conquistou ainda.
Critique menos, trabalhe mais. E nunca se esqueça de agradecer...
"A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las."
Aristóteles

+ Terça-feira, Abril 26, 2005 +




+ Segunda-feira, Abril 25, 2005 +
Amor não é fácil. O que é forte perturba, não acalma.
Não conversei até esse momento com nenhum apaixonado com a cabeça no lugar.
Todos estão sem cabeça e uma boca imensa a murmurar sozinha.
Assim como os separados têm suas razões e concordo com ambos os lados.
Mas por que os separados tem tanta necessidade de explicar o fim do namoro ou do casamento?
A gente só explica o que não conseguiu entender.
Minha culpa é explicativa, minha confiança é lacônica.
O amor que tinha tudo para ser ideal e não foi sofre do "passado do umbigo".
O passado do umbigo é acreditar que a época mais feliz já aconteceu entre os dois e não há maneira de repeti-la.
Concordo: não há como repeti-la.
Só que o passado do umbigo não permite que a felicidade cresça de outra forma, diferente da circunstância anterior.
A mínima mudança de repertório e ambos ficam chateados.
Não percebem que mudaram de emprego, mudaram de idéias, mudaram de rotina.
E por que não podem mudar a forma de amar?
Termina-se prisioneiro do início da relação e não se busca amadurecer a diferença,
e sim insistir, em grau da chatice máxima... com a semelhança
(meu otimismo diz que sou muitos mesmo quando estou sozinho;
um de mim deve prestar).
Fabrício Carpinejar

+ Sábado, Abril 23, 2005 +

+ Quarta-feira, Abril 20, 2005 +
Um dia você aprende...
Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, que companhia nem sempre significa segurança, e começa a aprender que beijos não são contratos, e que presentes não são promessas.
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança; aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo, e aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai ferí-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais, e descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida; aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida, e que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que eles mudam; percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve compará-los com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde se está indo, mas se você não sabe para onde está indo qualquer lugar serve.
Aprende que ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se; aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou; aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha; aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens; poucas coisas são tão humilhantes... e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando se está com raiva se tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém; algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás, portanto, plante seu jardim e decore sua alma ao invés de esperar que alguém lhe traga flores, e você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
Descobre que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.
William Shakespeare

+ Segunda-feira, Abril 18, 2005 +

+ Domingo, Abril 17, 2005 +
É... HOJE TENHO TANTA COISA PRA POSTAR..... VAI VER QUE É PQ TO PENSANDO DEMAIS....
TAVA OUVINDO LEGIÃO (pra variar) E ESSA LETRA QUE VOU COLOCAR ABAIXO...
TEM MUITO A VER COM MEU MOMENTO
MAURÍCIO
(Legiã Urbana)
Já não sei dizer se ainda sei sentir
O meu coração já não me pertence
Já não quer mais me obedecer
Parece agora estar tão cansado quanto eu
Até pensei que era mais por não saber
Que ainda sou capaz de acreditar
Me sinto tão só
E dizem que a solidão até que me cai bem
Às vezes faço planos
Às vezes quero ir
Pra algum país distante
Voltar a ser feliz
Já não sei dizer o que aconteceu
Se tudo que sonhei foi mesmo um sonho meu
Se meu desejo então já se realizou
O que fazer depois
Pra onde é que eu vou?

Dualismo
"Não és bom, nem és mau: és triste e humano...
Vives ansiando, entre maldições e preces,
Como se a arder no coração tivesses
O tumulto e o clamor de um largo oceano.
Pobre, no bem como no mal padeces;
E rolando mum vórtice insano,
Oscilas entre a crença e o desengano,
Entre esperanças e desinteresses.
Capaz de horrores e de ações sublimes,
Não ficas com as virtudes satisfeito,
Nem te arrependes, infeliz, dos crimes:
E no perpétuo ideal que te devora,
Residem juntamente no teu peito
Um demônio que ruge e um deus que chora."
(Olavo Bilac)
